quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Buraco gigante no Sol? Crédito: NOAA Crédito: NOAA

Buraco gigante no Sol?

Estamos tentando combater a desinformação!

A imagem que está sendo divulgado mostrando um buraco no Sol é uma imagem em EUV (Ultravioleta extremo), não visível no ótico, é uma imagem do NOAA registrada no domingo dia 3 Clique aqui para assistir o vídeo!, mesmo dia que registrei as imagens do Sol no espectro visível e mostrei durante a live de segunda-feira. Na minha imagem não aparece esse buraco, pois só é visível no EUV. O que é esse buraco no Sol? É um buraco coronal, ou seja, a imagem não mostra um buraco escuro no Sol como se uma nave pudesse entrar nesse buraco, esse buraco não existe! Vejamos o que diz no site do NOAA: Os buracos coronais aparecem como áreas escuras na coroa solar (atmosfera do Sol) em imagens solares de ultravioleta extremo (EUV) e raios X suaves. Eles parecem escuros porque são regiões mais frias e menos densas que o plasma circundante e são regiões de campos magnéticos unipolares abertos. Esta estrutura de linha de campo magnético aberta permite que o vento solar escape mais facilmente para o espaço, resultando em correntes de vento solar relativamente rápidas e é frequentemente referida como uma corrente de alta velocidade no contexto da análise de estruturas no espaço interplanetário.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

CINTURÃO DE VÊNUS

Créditos: C. Liefke/ESO

Olá, eu sou o Étore e este é o meu blog!

Ver e admirar o nascer do Sol é deslumbrante, tão deslumbrante quanto ver o pôr do Sol! Quem costuma ver o nascer e o pôr do Sol talvez esteja deixando escapar outro fenômeno tão deslumbrante quanto! Estou falando do Cinturão de Vênus, veja a seguir!

Você está de frente do pôr do Sol, certo? É lindo não é mesmo? Espere o Sol se pôr, assim que o Chefão do Dia se ocultar ficando abaixo da linha do horizonte, ainda podemos deslumbrar um lindo crepúsculo, não é mesmo, agora um toque de mágica: Vire para trás, olhando para o outro lado, para o leste deixando o crepúsculo voltado para suas costas. Você está olhando agora para o Cinturão de Vênus, que nada tem a ver com o planeta Vênus, aliás, o Cinturão de Vênus sempre estará em oposição à Vênus, que por sua vez sempre é visto do mesmo lado do Sol. Veja o Cinturão de Vênus, talvez você já viu, muitas e muitas vezes, e até achou bonito, sem se dar conta que esse espetáculo da própria natureza tem um nome: Cinturão de Vênus, ou Arco anticrepuscular, ou ainda Anticrepúsculo. É isso mesmo que você está vendo: Veja o horizonte, acima do horizonte, você pode ver uma faixa azul escura que vai ficando cada vez mais escura, essa faixa é nada mais nada menos do que a sombra da Terra, também chamada por “noite”, conforme ela vai subindo e ficando mais alta, vai anoitecendo. Veja que temos aqui outra faixa avermelhada ou alaranjada ou ainda com tons de rosa, essa é a faixa de Vênus, a coloração é justamente porque os raios do Sol estão se espalhando na camada mais baixa da atmosfera da Terra, onde há resíduos, poeiras propriamente ditas e somente as cores com maiores comprimentos de onda conseguem atravessar, são as cores dos tons avermelhados, amarelo e laranja estão nesta faixa. As demais cores espalham antes, e não podemos ver. O céu é azul, certo? O azul decomposto da cor branca que vem do Sol se espalha perfeitamente em nossa atmosfera, enquanto que o nascer e o pôr do Sol, deixa nossa atmosfera próxima do horizonte avermelhada, chamamos a esse espalhamento de cores de crepúsculo. Agora você sabe que existe também o Cinturão de Vênus ou Arco anticrepuscular, ou ainda Anticrepúsculo. Então você já percebeu que o Cinturão de Vênus nada tem a ver com o planeta Vênus e nem mesmo com esse Cinturão de Vênus, que não existe! É essa faixa com tons avermelhados que vemos no ponto em oposição ao pôr do Sol ou do nascer do Sol. Aproveite, é fácil de ver, diga aí nos comentários se você está conseguindo ver o Cinturão de Vênus. Registre sua foto, eu já fiz a minha! Se preferir, você pode ver mais detalhes no vídeo: Clique aqui para ver o vídeo Espero que goste do conteúdo, até a próxima! Créditos da imagem: C. Liefke/ESO

domingo, 26 de novembro de 2023

Esse foguete vai fazer barulho!


Crédito: ESA

Introdução

Após o ARIANE 5 ter sido deixado de lado, descomissionado na linguagem técnica, o ARIANE 6, seu sucessor, está pronto para os primeiros ensaios para que se concretize seu primeiro lançamento.

O Teste

Um teste em que o foguete se saiu muito bem, permaneceu firme e forte na plataforma de lançamento em Kourou, Guiana Francesa. Como seus boosters não foram acionados, a intenção não era, logicamente levar o ARIANE 6 para espaço desta vez. Desta vez foi apenas um teste de disparo do motor do estágio central, assim que for concluído o teste, o motor é então desligado e o estágio superior é separado do estágio central. Ficando então o estágio superior responsável para completar sua missão.

A Queima

O motor poderoso do ARIANE 6 é o VULCAIN 2.1, foi necessário 150 toneladas de propelente (oxigênio líquino - LOX e hidrogênio líquido - LH2). No ARIANE 5 era o motor VULCAIN 2, agora a máquina recebeu um upgrade, com um design simplificado e mais barato, e a nova tecnologia no bico do motor e no sistema de ignição foi transferida do motor para a estrutura da plataforma de lançamento, para fazer com que o estágio tenha melhor desempenho e menor custo.

Crédito: ESA - CNES - Arianespace - ArianeGroup / Optique Vidéo du CSG - P. PIRON

Ainda o teste do motor

O teste foi em solo, um dilúvio de água foi necessário para resfriar o motor

O teste ocorreu após uma queima mais curta em setembro (conhecida como CTLO1), quando os tanques do Ariane 6 foram abastecidos e seu motor Vulcain 2.1 foi brevemente ligado e desligado, e o teste de enchimento e drenagem executado em outubro (conhecido como CTLO2.1) para verificar o lançamento. funções do sistema, como drenagem de combustível na presença de múltiplas falhas simuladas..

Estágio superior

Quanto ao teste do estágio superior, está agendado para dezembro de 2023 e, ao que tudo indica, correrá tudo bem e em breve poderemos ver essa nova versão do ARIANE indo para o espaço

Se você gosta do assunto, visite meu canal no Youtube e abrace a astronomia como ela deve ser abraçada.

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sábado, 25 de novembro de 2023

Mistérios dos Anéis de Saturno - O que Sabemos até Agora?

Introdução

Os anéis de Saturno são sem dúvida os mais belos, interessantes e misteriosos dos anéis encontrados nos planetas gigantes do Sistema Solar. Vamos explorar os mistérios desses anéis e revelar o que sabemos até agora.

Descobrindo os Anéis

No século XVII, o astrônomo Galileu Galilei foi o primeiro a observar algo incomum em torno de Saturno através de sua luneta limitada, pudera, tinha só 50 mm! Mais tarde, outros astrônomos como Christopher Wren e Christiaan Huygens contribuíram com teorias sobre os anéis de Saturno. Foi Giovanni Domenico Cassini quem descobriu que não se tratava de um único anel, mas de vários anéis independentes.

Composição dos Anéis

Os anéis de Saturno são compostos por pedaços de gelo e rochas cobertas de gelo, variando em tamanho de pequenos grãos a pedaços maiores do tamanho de um prédio. Esses anéis são extremamente finos, com uma espessura de cerca de 1 km, e se estendem a uma distância de 282 mil km de Saturno. Apesar de sua extensão, eles seriam praticamente invisíveis se Saturno fosse reduzido ao tamanho de uma bola de basquete.

Classificação dos Anéis

Os anéis de Saturno são classificados de A a G, sendo os anéis A, B e C os mais brilhantes e visíveis quando observados através de um telescópio. Entre os anéis, existem lacunas conhecidas como divisões, que são causadas pela interação gravitacional de luas de Saturno. Além dessas divisões, existem também formações menores, como a divisão de Encke e a divisão de Keeler.

Os Anéis em Detalhes

Cada anel de Saturno possui características próprias. O anel A é ligeiramente mais escuro que o anel B e é composto por pedaços de gelo de água de diferentes tamanhos. Entre as bordas do anel A, encontramos a divisão de Cassini e a interação gravitacional de luas como Janus e Epimetheus. O anel B é o mais brilhante de todos e possui a mesma composição do anel A. O anel C é mais difícil de ser observado, pois é coberto por material escuro. O anel D é o mais próximo de Saturno, enquanto o anel E é o mais afastado e possui partículas microscópicas. Por fim, os anéis F e G foram descobertos mais recentemente.

Imagens e Descobertas da Missão Cassini

A missão Cassini, lançada em 1997, revelou muitas informações sobre os anéis de Saturno. A sonda registrou imagens detalhadas dos anéis, incluindo ressonâncias gravitacionais, trânsitos de luas e estruturas complexas. Além disso, as imagens capturadas pela Cassini oferecem uma visão deslumbrante dos anéis e de Saturno, mostrando sua beleza e complexidade.

O Final da Missão Cassini

Após duas décadas de exploração, a missão Cassini chegou ao seu fim em setembro de 2017. A sonda realizou uma série de manobras arriscadas, passando entre os anéis de Saturno antes de mergulhar na atmosfera do planeta. Essa decisão foi tomada para evitar uma possível colisão com as luas Encélado e Titã, preservando esses objetos para futuras missões. Não pare por aqui, se quiser saber mais sobre os aneis de Saturno, veja meu vídeo no Youtube onde eu exploro com mais profundiade, acredite: são 20 minutos de vídeo que vai fazer você pensar sobre os aneis de Saturno de uma maneira diferente!

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Conjunções e Oposições das Estrelas na Astronomia

Neste blog, vamos falar sobre as conjunções e oposições das estrelas na astronomia. Esses termos são muito importantes para entendermos o movimento dos planetas no sistema solar e suas posições em relação à Terra e ao Sol.

Oposição

A oposição ocorre quando um planeta superior está alinhado com a Terra e o Sol, com uma elongação próxima de 180 graus. Isso faz com que o planeta superior fique mais visível, pois está sendo mais iluminado pelo Sol. O planeta nasce ao leste junto com o pôr do sol e é visível por mais tempo no céu noturno, permitindo as melhores condições para observação.

Elongação

A elongação é a distância medida em graus que uma estrela apresenta em relação ao Sol. Ela varia de 0 a 180 graus. Quando a elongação é 0 graus, significa que o planeta está alinhado com o Sol, seja à frente (no caso de planetas inferiores, como Mercúrio e Vênus) ou atrás (no caso de planetas superiores, como Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).

Conjunção

A conjunção ocorre quando um planeta inferior está alinhado com o Sol. Se o planeta inferior estiver à frente do Sol, temos a conjunção inferior. Se o planeta inferior estiver atrás do Sol, temos a conjunção superior. Durante a conjunção inferior, é possível observar Mercúrio e Vênus quando estão em trânsito na frente do Sol.

Conclusão

Compreender as conjunções e oposições das estrelas na astronomia é fundamental para acompanharmos o movimento dos planetas e para a observação astronômica. Esperamos que este blog tenha fornecido informações úteis e que você tenha aprendido mais sobre o assunto. Não deixe de se inscrever no nosso canal para aprender mais e acompanhar as nossas atualizações nas redes sociais. Obrigado por ler!

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